| Essa região faz fronteira
com Suíça e Áustria e possui três subregiões
vinícolas: Trentino Alto-Adige, Fruili-Veneza-Giulia e Veneto, abordadas
a seguir.
TRENTINO-ALTO-ADIGE
|
![]() |
VENETO
Compreende a região ao sudeste
do Trentino-Alto-Adige e que tem como cidades de referência, Veneza
(a leste), Verona (a oeste), Rovido (ao sul) e Belluno (ao norte). Os vinhos
mais famosos do Veneto são os tintos Valpolicella, Amarone
della Valpolicella, Recioto della Valpolicella e Bardolino, o branco
Soave e o espumante Prosecco.
O Valpolicella é um tinto seco leve elaborado com as uvas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara com no mínimo 11% de álccol para ser bebido jovem. Os Valpolicella denominados Classico são provenientes de vinhedos da região mais conceituada e históricamente original. Os que possuem a denominação Superiore têm mais estrutura, maior teor alcoólico (12%) e envelhecem dois anos na vinícola antes de serem comercializados.
O Bardolino também é um vinho leve, produzido com as mesma uvas do Valpolicella e mais a uva Negrara, mas deve ser bebido sempre bem jovem e refrescado.
O grande vinho tinto do Veneto é o Amarone della Valpolicella, denominado originariamente Recioto della Valpolicella Amarone. Ele é um vinho com o mínimo de 14% de álcool, muito estruturado e com grande concentração de aromas, é produzido de forma muito peculiar. O nome recioto vem de recie que no dialeto da região significa orelha (orecchie) que é a parte de cima da uva, mais rica em açúcar. Amarone vem de amaro, amargo, e significa muito amargo ou amargo muito bom. Os melhores cachos são colhidos e as uvas são colocadas para secar (apassire) em esteiras (graticci) dentro de cabanas (fruttai) bem ventiladas durante cerca de três meses. As uvas sofrem desidratação e concentram a glicose e, algumas, sofrem a ação do fungo Botrytis cinerea como as uvas de Sauternes. A fermentação alcoólica dura cerca de quarenta dias e é seguida da fermentação secundária, a malolática, que "amacia" o vinho.
O Recioto della Valpolicella (sem o nome Amarone) ou, simplesmente, Recioto, é um vinho tinto doce com menor teor alcoólico (12 a 13%), feito do mesmo modo do Amarone, mas a fermentação não se completa, permanencendo açúcar residual (por volta de 30 g de açúcar por litro) sem ser transformado em álcool. Existe também uma versão espumante pouco conhecida, o Recioto della Valpolicella Spumante.
Entre os branco do Veneto o mais famoso é o Soave, feito com as uvas Garganega e Trebbiano di Soave. Também merecem destaque os brancos Gambellara e Torcolato (vinho doce) e os espumantes Prosecco di Conegliano e Prosecco de Valdobbiadene (feitos com a uva Prosecco Bianco). Entre os outros vinhos do Veneto que merecem ser citados, estão o Venegazzú (que usa o corte bordalês) e, mais recentemente, bons varietais das uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Merlot.
FRIULI-VENEZA GIULIA
O Friuli-Veneza Giulia faz fronteira
com a Austria, ao norte, e com a Eslovênia, a leste, e
suas cidades de referência
são Udine, Trieste, Gorizia e Pordenone.
O Friuli-Veneza Giulia produz excelentes
varietais, tais como Cabernet, Merlot, Pinot Bianco, Pinot Grigio e Tocai,
principalmente no Collio Goriziano e no Colli Orientali. A uva Tocai é
mais famosa resultando um branco varietal elegante ou conferindo delicadeza
aos vinhos onde participa no corte com outras uvas. É importante
salientar
que, apesar do nome, essa uva não
tem nada em comum com a uva francesa Tokay da Alsácia que é,
na realidade a Pinot Gris, lá chamada Tokay d’Alsace, nem tão
pouco, com o vinho húngaro Tokay, um branco de sobremesa, elaborado
com a uva Furmint. Outro vinho famoso do Friuli é o Picolit, um
branco doce, no estilo Sauternes, porém feito com a uva que lhe
dá o nome, colhida tardiamente, mas não botritizada.